Programa de preparação para o nascimento

FAQ  |  Perguntas Frequentes

Clique nas perguntas abaixo para ver as respectivas respostas.

Estou gr�vida! Tenho que passar a comer por dois?

N�o, mulheres gr�vidas n�o podem cair na tenta��o de comer por dois. Durante a gravidez, o organismo torna-se mais eficiente na absor��o de nutrientes, por isso ao duplicar a quantidade de comida est� apenas a aumentar a probabilidade de ganhar peso excessivo e muitas vezes complicar desnecessariamente a sua gravidez. Fundamental, � iniciar uma dieta equilibrada e fraccionada.

O que significa ser �n�o imune� � toxoplasmose?

Significa que nunca contactou com o parasita que provoca a infec��o. Porque esta doen�a, n�o sendo grave para a m�e, pode ser preocupante para o beb�, h� que ter os cuidados indicados pelos profissionais de sa�de que a acompanham para evitar a transmiss�o.

Se sou imune � toxoplasmose tamb�m tenho que ter os mesmos cuidados?

N�o, a imunidade � toxoplasmose � permanente.

� verdade que n�o posso tomar qualquer medicamento na gravidez?

Felizmente, existem muitos f�rmacos que podem ser utilizados com seguran�a na gravidez. N�o tenha receio de tomar medica��o prescrita pelo seu m�dico. Nunca se auto-medique.

Agora que estou gr�vida, j� n�o posso beber caf�?

Deve reduzir o n�mero de ch�venas de caf� (extens�vel a outras bebidas com cafe�na) que ingere por dia. N�o � necess�rio abolir completamente este h�bito.

Tenho que usar sapatos rasos na gravidez?

N�o deve usar sapatos altos na gravidez, principalmente se o fizer frequentemente. Os sapatos altos agravam as dores nas costas e aumentam o risco de queda na gravidez. Os sapatos com saltos at� 4 cm parecem ser mais confort�veis.

Qual � a cinta de gravidez mais eficaz?

A cinta de gravidez tem como objectivo o bem-estar da m�e, diminuindo as dores nas costas e a sensa��o de peso no fundo da barriga. Para este efeito, qualquer cinta de gravidez � eficaz devendo a escolha depender do conforto da gr�vida.

� verdade que, agora que estou gr�vida, j� n�o posso ter rela��es sexuais?

N�o. Exceptuando situa��es pontuais como perda de sangue ou amea�a de parto antes do tempo, as rela��es sexuais n�o est�o contra-indicadas durante a gravidez.

Tenho que parar de fazer desporto?

N�o. Excluindo desportos mais exigentes ou perigosos (ex. equita��o, escalada, desportos de combate), a actividade f�sica � ben�fica na gravidez.

Disseram-me que estando gr�vida j� n�o posso andar de avi�o. � mesmo assim?

A impossibilidade de viajar de avi�o depende das semanas de gravidez que tem. Este limite varia consoante a companhia a�rea pelo que se deve informar antes de reservar o voo.

Quando � que tenho que parar de trabalhar?

Gravidez não é doença! Se a gravidez for normal e a profissão não for incompatível, não há qualquer razão para parar de trabalhar.

 
Estou gr�vida de 2 meses. Tive uma pequena perda de sangue depois das rela��es sexuais. Vou ao Servi�o de Urg�ncia?

Pode acontecer ter uma pequena perda sanguinea ap�s rela��es sexuais, o que deve fazer � vigiar, se se mantiver dever� ir ao Servi�o de Urg�ncia, se n�o deve referir o facto quando tiver a consulta pr� natal.

Tenho dores como se fossem dores menstruais. � motivo de preocupa��o?

Dores tipo menstrua��o s�o muito comuns no inicio da gravidez, se n�o tiver nenhum outro sintoma n�o se deve preocupar.

Tenho mais corrimento do que era habitual. Vou ao Servi�o de Urg�ncia?

� frequente um aumento do corrimento vaginal na gravidez, se esse corrimento n�o se acompanhar de prurido ou ardor, � perfeitamente fisiol�gico e n�o deve preocupar.

Tenho febre e/ou dores. H� algum medicamento que possa tomar?

Pode tomar 1000mg de Paracetamol, estando atenta a qualquer sintoma que eventualmente possa surgir.

Perdi sangue depois de me terem feito o toque. � normal?

� muito frequente haver uma pequena perda sanguinea ap�s a observa��o ginecol�gica e n�o deve ser motivo de preocupa��o.

Tenho um corrimento gelatinoso. Ser� que estou em Trabalho de Parto?

O corrimento gelatinoso � frequente no fim da gravidez, mas n�o significa que est� em trabalho de parto. Deve ficar atenta e aguardar calmamente os sinais que a devem levar ao Servi�o de Urg�ncia.

O b�b� mexe menos. Vou j� ao Servi�o de Urg�ncia?

� frequente haver uma diminui��o do numero de movimentos fetais no 3� trimestre, uma vez que o b�b� dorme mais e tem menos espa�o para movimentos mais amplos. Deve comer qualquer alimento a�ucarado e aguardar. Se continuar a notar diminui��o dos movimentos deve ir ao Servi�o de Urg�ncia.

Como sei que tenho contrac��es? Quando devo valoriz�-las?

As contrac��es s�o perceptiveis pela m�e porque o utero fica endurecido, sendo frequente haver contrac��es indolores ao longo da gravidez, fundamentalmente no 3� trimestre. Se se tornarem dolorosas ou tiverem ritmicidade deve ir ao Servi�o de Urg�ncia.

Como � que eu sei que tive rotura de membranas?

A gr�vida sente-se "molhada" e sabe que n�o � urina, sendo provavelmente liquido amni�tico. Nesse caso deve recorrer ao Servi�o de Urg�ncia.

Fui seguida fora da Maternidade. Quero ter o parto a�. Tenho que levar alguma coisa quando for ao Servi�o de Urg�ncia?

Pode perfeitamente ter o seu filho na Maternidade devendo levar o Boletim de Saude da Gr�vida consigo. Se eventualmente o seu m�dico n�o preencher o BSG mas fizer as suas anota��es ao longo da gravidez em impresso pr�prio, deve levar esse impresso.

Posso visitar a Sala de Partos?

Pode, para isso deve dirigir-se � Consulta Externa e agendar com as senhoras enfermeiras a visita � Sala de Partos.

 
Onde posso adquirir o kit para criopreserva��o de c�lulas estaminais?

Deve entrar em contacto com as respectivas empresas de criopreserva��o, por telefone ou por mail. Ap�s esse contacto, deve combinar com a respectiva empresa o modo e o local onde deve adquirir o kit. Normalmente a empresa envia-vos por correio ou diz-vos o local onde pode ser adquirido.

Quando chego � Maternidade para ter o meu filho a quem entrego o kit para a criopreserva��o das c�lulas estaminais?

Quando entrar na Maternidade em trabalho de parto, a enfermeira que lhe faz o acolhimento deve ser informada que traz consigo um kit para criopreserva��o de c�lulas estaminais.

Se me esquecer do meu kit de criopreserva��o a Maternidade pode disponibilizar-me um ?

N�o, na Maternidade n�o h� materiais para criopreserva��o, mesmo que a empresa escolhida por si seja a p�blica. Se houve esquecimento do seu kit deve providenciar que um familiar lho traga.

Quem faz a colheita das c�lulas estaminais?

A colheita das c�lulas estaminais vai ser efectuada por quem lhe fizer o parto, pode ser um m�dico ou um enfermeiro.

� a Maternidade que se responsabiliza pela entrega do kit ap�s a colheita?

N�o. A Maternidade apenas faz a colheita. O envio da amostra j� � da sua responsabilidade. Mas ao escolher a empresa de criopreserva��o deve logo combinar o local de entrega. H� empresas que fazem a recolha dos kits nas respectivas Maternidades.

 
Quando recorrer � maternidade no final da gesta��o?

No final da gesta��o os sinais de alarme s�o as contrac��es dolorosas, a perda de sangue ou de l�quido vaginais. No entanto, perante qualquer outra queixa fora do habitual dever� recorrer � maternidade.

Parto Normal e cesariana: Qual o melhor?

O parto normal � mais fisiol�gico e natural, tanto para a m�e como para o beb�, permitindo uma recupera��o mais r�pida. A cesariana ser� efectuada sempre que necess�rio.

Sala de Partos: mitos e realidade

A Sala de Partos serve para acolher a m�e e o beb� para esse momento t�o esperado que � o Parto. Nela existem aparelhos para monitorizar a m�e durante o trabalho de parto e para receber o beb� num ambiente aquecido.

Estarei pronta para a chegada do beb�?

Ap�s tantas semanas de espera � natural que haja d�vidas mas n�o se poder�o esquecer que � a m�e que o beb� conhece melhor e ser� ela quem poder� reconforta-lo da melhor forma.

 
Quais os cuidados que devo ter em considera��o durante a gravidez, no sentido de preparar as mamas para amamentar?

Ao longo da gravidez as mamas sofrem altera��es, ficam maiores e mais pesadas ,a �rea � volta do mamilo (ar�ola) fica mais escura e tamb�m mais sens�vel, como consequ�ncia da prepara��o para a produ��o de leite. Estas altera��es s�o perfeitamente normais n�o requerendo nenhuma prepara��o especial antes de come�ar a amamentar.
A mama prepara-se de forma natural para o processo de amamenta��o segregando um lubrificante que protege a superf�cie. Assim n�o s�o necess�rias massagens com cremes, fric��es ou express�o do bico. Deve efectuar-se a lavagem das mamas com �gua e sab�o de PH neutro durante a higiene di�ria. � de todo importante utilizar soutien confort�vel, n�o apertado com uma al�a de sustenta��o adequada.

Ser� que o meu mamilo � adequado para amamentar o beb�?

Mais importante do que a forma e o tamanho do mamilo � a capacidade de elasticidade do mesmo, que tem um papel importante no sucesso da amamenta��o.
Apesar de um mamilo mais saliente facilitar a mamada, o beb� pode mamar numa mama com qualquer tipo de mamilo independentemente deste ser curto, raso ou invertido.
Assim, � importante perceber que o comprimento do mamilo em �repouso� n�o � relevante, dado que o mamilo � s� 1/3 da por��o da mama que o beb� deve introduzir na boca.

O leite da m�e � o melhor para o beb�?

O leite materno � um alimento vivo, completo e natural.
A constitui��o do leite materno e dos efeitos de cada um dos seus componentes, leva-nos a afirmar que de facto estamos perante o melhor leite para o beb�.
O leite materno cont�m nas propor��es ideais todos os nutrientes necess�rios ao organismo do beb�: gorduras, hidratos de carbono, prote�nas, vitaminas e sais minerais.
Cont�m anti-corpos que ajudam a proteger o beb� de poss�veis infec��es e alergias.
� muito f�cil de digerir.
� a forma mais pr�tica de alimentar o seu beb�, est� sempre pronto, � temperatura ideal e tem a particularidade de ser gratuito!

A m�e tem benef�cios se amamentar?

De facto, a m�e que amamenta tem m�ltiplos benef�cios.
Para al�m de sentir o prazer de amamentar, o aleitamento materno promove a produ��o de um conjunto de hormonas que t�m como fun��o fomentar o processo de contrac��o do �tero reduzindo as perdas de sangue e levando a que este �rg�o volte ao seu tamanho normal.
Pode ainda dizer-se que o aleitamento materno promove a sa�de da mulher em v�rios �mbitos: um menor risco de cancro da mama, ov�rio e endom�trio, uma maior facilidade em recuperar o seu peso pr� gravidez, o aumento da auto estima bem como a promo��o da liga��o afectiva com o seu filho.

O beb� deve mamar sempre com intervalos de 3 horas?

N�o existe, como se pensava no passado, hor�rio fixo para a amamenta��o. Os beb�s alimentados com leite materno n�o t�m intervalos regulares entre as mamadas, ou seja mamam sempre que t�m fome (designado tamb�m por regime livre). Habitualmente � o beb� que acorda por iniciativa pr�pria e faz os seus pr�prios hor�rios. Pouco a pouco, a m�e e a crian�a v�o aprendendo, um com o outro, o melhor ajuste dos hor�rios das mamadas. No entanto em m�dia o beb� mama 6 a 8 vezes nas 24 horas.

Como poderei fazer para continuar a amamentar quando regressar ao trabalho?

O regresso � vida profissional habitualmente � sempre motivo de preocupa��o e at� de alguma ansiedade, levando muitas vezes ao desmame prematuro do beb�.
Apesar das dificuldades que possam surgir, uma boa dose de persist�ncia associado a algum m�todo n�o esquecendo o apoio familiar, leva-nos a acreditar que � poss�vel continuar a amamentar!
O direito a duas pausas di�rias distintas para a amamenta��o (uma hora no caso de um filho, ou uma hora e meia no caso de g�meos), permite � m�e quando regressa ao trabalho, a redu��o do seu hor�rio, tendo desta forma mais tempo para amamentar.
� importante a negocia��o pr�via com a entidade patronal com o intuito de haver benef�cios para ambas as partes. Outra possibilidade, e que muitas vezes complementa a anterior, � a m�e retirar leite antecipadamente. Nessa circunst�ncia, o leite pode ser conservado no frigorifico ou no congelador e posteriormente ser oferecido ao beb� por outra pessoa durante os per�odos de aus�ncia da m�e.

Ent�o, como extrair leite materno e conserv�-lo adequadamente?

Independentemente da forma de extrac��o de leite, a m�e deve ter sempre em considera��o alguns princ�pios.
Lavar bem as m�os e utilizar recipientes devidamente esterilizados para acondicionar o leite. Estes recipientes podem ser biber�es de pl�stico, copos ou sacos esterilizados pr�prios para o efeito.
� importante estar num local sossegado, onde esteja descontra�da e confort�vel. � facilitador enquanto retira o leite o beb� estar por perto ou olhar para uma fotografia dele, desta forma a extrac��o de leite torna-se mais motivadora.
Estimule suavemente os mamilos rodando-os entre os dedos; fa�a uma suave massagem no peito, de forma circular, com a ponta dos dedos, para ajudar o leite a fluir. Para a extrac��o de leite materno existem v�rios m�todos: extrac��o manual, extrac��o com bomba manual ou extrac��o com bomba el�ctrica.
� importante respeitar as normas de conserva��o do leite materno, tendo em considera��o que o leite ap�s a sua extrac��o pode permanecer:
� � temperatura ambiente (inferior a 25�c) durante 6 horas;
� No frigor�fico (0 a 4�) durante 48 horas;
� No congelador (dentro do frigor�fico) durante 1 semana;
� No congelador (independente do frigor�fico) ou na arca congeladora durante 3 meses.

Tamb�m a descongela��o do leite requer alguns cuidados:
� Descongele lentamente, deixando-o no frigor�fico;
� Agite o recipiente com leite em �gua quente, mas n�o a ferver (por exemplo, debaixo da torneira, com �gua corrente); ou em �banho-maria�;
� Depois de descongelado ofere�a-o nas 24 horas seguintes;
� N�o recomendamos o uso do microondas para aquecimento ou descongela��o;
� N�o deve congelar o leite que j� descongelou.

 
O que devo trazer para a maternidade?

Do que deve trazer para a maternidade constam duas listas:
Para o beb�:
* Botinhas ou meias 3
* Casaquinhos 1 ou 2
* Fraldas 1 pacote pequeno
* Fraldas de pano 4
* Fatinhos 3
* Toalhas de banho 2
* Mantinha /Envolta 1 ou 2

Para a m�e:
Tr�s camisas de dormir ou pijama aberto � frente;
* Um roup�o;
* Um par de chinelos de quarto e outro de pl�stico;
* Tr�s soutiens de amamenta��o, ou com al�as fortes para sustenta��o dos seios
* Doze cuecas;
* Material de higiene pessoal, pasta dent�frica e escova;
* Cinta ou faixa puerperal; * Saco para a roupa suja.

Como deve ser a roupinha do beb�?

A roupinha deve ser preferencialmente de algod�o e adaptada � �poca do ano em que o beb� vai nascer.
A primeira roupinha que o beb� vai vestir deve ser mais quente, para evitar o arrefecimento brusco do bebe.
Devem ser evitadas as fitas como meio de apertar a roupinha.

Devo ter alguns cuidados em especial com a roupinha do beb�?

* Lave toda a roupa do beb� com sab�o azul, ou p� de m�quina pr�prio para o beb�;
* N�o misture com outras roupas;
* Evite roupa com rendas, p�los e bot�es;
* Retire as etiquetas;
* Passe toda a roupa a ferro;
* Adeq�e a qualidade dos tecidos � �poca do ano em que o beb� vai nascer.

O que consta da trouxa da primeira roupinha do beb�?

* Um fatinho;
* Um conjunto interior;
* Um casaquinho
* Um par de botinhas ou meias
* Uma fralda descart�vel;
* Uma fralda de pano;
* Uma mantinha ou envolta.

Devo trazer mais que um gorro?

Pode trazer mais que um gorro, contudo o que ser� mesmo necess�rio ser� um e que ser� colocado quando o beb� nasce para evitar o seu arrefecimento brusco.

Devo trazer faixa para o coto umbilical?

N�o. As faixas umbilicais j� n�o utilizadas.

H� alguma marca recomendada para os produtos de higiene do beb�?

A marca dos produtos de higiene fica ao crit�rio dos pais.
Recomenda-se que haja algum cuidado na sua aquisi��o relativamente a dois aspectos: terem PH neutro e sem perfume.
Recomenda-se ainda, que seja adquirido apenas um gel de banho e n�o a gama completa dos produtos, que dar� simultaneamente para o corpo e couro cabeludo. Por uma quest�o de economia familiar e porque n�o sabe se o seu beb� far� alergia ao produto adquirido, sugere-se que adquira a embalagem mais pequena.

Devo adquirir cinta / faixa puerperal?

Actualmente o uso da cinta / faixa puerperal � controversa. Em muitas maternidades n�o j� n�o � inclu�da na lista do que deve trazer para a maternidade. � recomendada apenas no sentido de que proporciona conforto e est�tica. A sua aquisi��o fica ao crit�rio das fam�lias.

O que fornece a maternidade?

A maternidade p�e ao dispor das suas utentes, de roupa de cama para a m�e e para o beb�, de toalhas para a higiene da m�e e de pensos higi�nicos. N�o fornece produtos de higiene nem fraldas para o beb�.

 
Adaptações da mulher à gravidez: alterações emocionais e comportamentais
� normal as gr�vidas sentirem felicidade, mas ao mesmo tempo receio e at� tristeza?

Muitas vezes, apenas se destaca a felicidade que a gravidez proporciona, mas a verdade � que esta not�cia � habitualmente marcada por v�rios sentimentos, quer positivos (alegria, excita��o) quer, por outro lado, menos positivos como medo, incerteza e tristeza. Muitas vezes, o casal tem no��o de que a gravidez e o nascimento de um filho implicar�o mudan�as (f�sicas, emocionais, na defini��o de prioridades e projectos futuros, na rela��o com o companheiro, profissionais e econ�micas, etc.). Ter sentimentos menos positivos n�o � incomum e n�o significa que ser�o pais menos competentes ou que n�o conseguir�o estabelecer uma boa rela��o com o beb�.

Ao tornar-se m�e e pai, a rela��o com os pr�prios pais tamb�m muda? Porqu�?

Habitualmente, ao imaginarem os pap�is de m�e/pai que em breve ir�o desempenhar, os casais pensam na sua pr�pria experi�ncia enquanto filhos e nos modelos que os seus pais lhes proporcionaram. Este processo permite identificar, por um lado, aquilo que foi bom (e que gostariam de repetir enquanto m�es/pais) e, por outro, aquilo que n�o correu t�o bem. Inicia-se assim a constru��o da identidade materna e paterna, sendo natural que surjam lembran�as mais frequentes do passado e mais conversas sobre este tema.

Ter dificuldade em pensar no beb� como uma pessoa independente significa que a gr�vida n�o est� preparada para ser m�e?

A rela��o que se estabelece com o beb� vai-se modificando ao longo da gesta��o. Com a evolu��o da gravidez, os pais v�o come�ando a identificar o beb� como uma pessoa real, que est� a desenvolver-se e que � distinto da m�e. Este processo � facilitado por acontecimentos como ouvir os batimentos card�acos do beb�, v�-lo nas ecografias, saber o sexo dele, sentir os movimentos fetais e, ainda, por come�ar a interagir com o beb� � ao acariciar a barriga, falar, preparar o enxoval e tudo o que � necess�rio para a sua chegada.

A gravidez implica uma �montanha-russa� de emo��es?

H� v�rios factores que podem influenciar as respostas emocionais dos casais ao longo da gravidez, e as oscila��es hormonais s�o apenas um deles. Nesta etapa, diversas transforma��es e desafios ocorrem a uma velocidade frequentemente mais r�pida do que o desejado ou esperado, pelo que, em alguns momentos, � poss�vel sentir emo��es mais negativas (como tristeza, ansiedade, confus�o e preocupa��o). Estas oscila��es caracterizam o processo de adapta��o � gravidez e ao nascimento de um beb� e s�o, na maioria dos casos, perfeitamente adequadas a esta fase.

Como gerir o impacto que tantas mudan�as trazidas pela gravidez t�m no bem-estar da gr�vida/casal?

H� algumas estrat�gias simples que podem ser muito eficazes: � essencial descansar o mais poss�vel, j� que o cansa�o e a priva��o de sono t�m grande influ�ncia na maneira como a pessoa se vai sentir (mais irrit�vel, impaciente) e na sua capacidade de desempenhar tarefas (menor concentra��o, menor capacidade de reter informa��o). Para evitar que qualquer um dos membros do casal se sinta sobrecarregado, � importante estruturar a divis�o de tarefas e responsabilidades e recorrer � ajuda de terceiros (familiares, amigos mais pr�ximos), quando for poss�vel. Falar com outras gr�vidas/m�es, preferencialmente com mais experi�ncia, pode ajudar a relativizar algumas preocupa��es e inseguran�as, para al�m de permitir que a pessoa se sinta compreendida e apoiada. Especialmente para as mulheres, considerando as altera��es corporais que resultam da gravidez, � importante manter um sentimento de satisfa��o com o corpo ao longo desta fase. Isso pode ser conseguido facilmente com alguma aten��o ao vestu�rio e � apresenta��o.

� normal estar preocupada durante a gravidez?

H� in�meras preocupa��es que habitualmente surgem nesta fase e que podem torn�-la uma experi�ncia mais exigente do que pode parecer � primeira vista. Alguns receios est�o mais salientes na fase inicial da gravidez (por exemplo, preocupa��es com a sa�de do beb�) e outros acentuam-se na fase final (como � o caso da quest�o do parto). As d�vidas podem intensificar-se mais numa ou noutra altura, mas n�o impedem que a gravidez seja vivida de forma tranquila e gratificante. Para al�m disso, pensar nalguns destes desafios com anteced�ncia pode ajudar a planificar e organizar a chegada do beb�.

 
Impacto da gravidez na fam�lia e na sexualidade
O homem e a mulher vivem emocionalmente a gravidez da mesma forma?

O homem e a mulher vivem a gravidez de forma diferente. O homem n�o vive as mudan�as corporais e f�sicas da gravidez. A consciencializa��o do impacto do nascimento do beb� na sua vida ocorre de forma mais tardia. �, por isso, frequente que o homem sinta dificuldades em compreender as preocupa��es da gr�vida e as suas varia��es de humor. � comum surgirem dificuldades na comunica��o, na express�o clara de sentimentos positivos e negativos e na compreens�o da viv�ncia do outro. Torna-se fundamental que o casal partilhe e expresse as suas emo��es na primeira pessoa (�eu sinto�), comunicando aspectos positivos e negativos de forma clara, dando aten��o e elogiando os comportamentos positivos do outro.

O que muda na rela��o do casal com o nascimento de um filho?

O nascimento do beb� pode traduzir-se num refor�o da uni�o e da descoberta de novas formas de rela��o; pode ser entendida como uma forma de crescimento para o casal, ajudando uma crian�a a crescer. Por outro lado, a emerg�ncia do papel parental implica novos desafios/exig�ncias individuais, que t�m consequ�ncias para o casal, como a diminui��o do tempo para estar em casal, a diminui��o da qualidade da comunica��o e uma divis�o mais tradicional de pap�is. Nesse sentido, � importante ser pais, continuando a ser casal.

De que forma o relacionamento sexual do casal � afectado pela gravidez?

Gravidez n�o � sin�nimo de abstin�ncia sexual. Pode ser uma oportunidade para descobrir novas formas de prazer e novas formas de intimidade. Uma vida sexual activa durante toda a gravidez n�o � prejudicial � sa�de nem ao bem-estar do feto. � poss�vel manter uma actividade sexual segura e satisfat�ria durante toda a gravidez. No entanto, existem per�odos em que a mulher e o homem se podem sentir mais ou menos predispostos para tal, o que tamb�m deve ser tido em conta. Para tal, � necess�ria uma comunica��o clara e uma partilha sincera de sentimentos, medos e desejos. A n�o ser que ocorram complica��es � e nesse caso o/a seu/sua Obstetra alertar� para o que podem ou n�o fazer - todas as etapas da gravidez apresentam particularidades que proporcionam oportunidades de descobrir novas formas de intimidade e prazer.

Ap�s o parto, quando se pode reiniciar a actividade sexual?

O corpo da mulher necessita de recuperar do cansa�o, da dor e do desconforto do parto. Al�m disso, a mulher sofre altera��es hormonais que reduzem o seu desejo sexual. � por isso recomend�vel aguardar at� � consulta de revis�o puerperal antes de retomar a sua actividade sexual. Nessa altura, poder� procurar informa��o junto do seu m�dico acerca da possibilidade de retomar a sua actividade sexual. No entanto, as rela��es sexuais s� dever�o ser retomadas quando ambos se sentirem preparados.

O que pode ajudar a ter experi�ncias sexuais satisfat�rias neste per�odo?

� verdade que a sexualidade do casal muda ap�s o nascimento de um filho. Nos primeiros tempos, � frequente que toda a aten��o esteja centrada no beb�. A mulher sofre altera��es hormonais e mudan�as na sua imagem corporal, a que se juntam o cansa�o e a fadiga dos cuidados ao beb�, que inibem o seu desejo sexual. No entanto, � comum que o homem manifeste o seu desejo e interesse em retomar a actividade sexual ap�s o parto. Torna-se, por isso, fundamental que o casal partilhe as varia��es no seu desejo sexual e na rela��o com a sua imagem corporal e comunique, de forma clara, as suas necessidades f�sicas e emocionais. O sexo s� dever� acontecer quando ambos se sentirem preparados.

Como pedir ajuda e colocar limites aos familiares no apoio aos cuidados ao beb�, sem gerar conflitos?

O nascimento de um filho proporciona uma abertura do casal � fam�lia alargada, que pode constituir-se como uma importante fonte de apoio e ajuda. No entanto, isso pode ter custos, como interfer�ncias constantes nos cuidados ao beb� ou conselhos indesejados, ou rivalidades com base no tempo que cada fam�lia de origem passa com o novo elemento da fam�lia. Para que a transi��o ocorra da maneira mais tranquila poss�vel, � importante que sejam avaliadas as expectativas dos pais e dos av�s sobre o papel que estes ter�o na presta��o de cuidados. Os av�s t�m um papel importante de apoio e at� pedag�gico, ao ensinarem os filhos a serem pais - no entanto, este papel deve ser breve, deixando espa�o para os filhos exercerem este papel. O casal deve ter um papel activo no pedido de ajuda e na defini��o de limites, de modo a evitar confus�es entre as gera��es e entre as fam�lias de origem sobre os pap�is a desempenhar.

Como preparar o(s) filho(s) para a chegada do(a) irm�o (�)?

A prepara��o de um(a) filho(a) para a chegada do(a) irm�o (�) inicia-se no momento do an�ncio da gravidez. Torna-se, assim, fundamental que d� a not�cia de uma forma adequada � idade da crian�a e que valorize os seus aspectos positivos, como a possibilidade de ter uma companhia para brincar ou de ter algu�m a quem ensinar o que sabe. As mudan�as que ter�o de ocorrer na vida do(a) seu (sua) filho(a) ap�s o nascimento do beb� (ex. entrada na escola, mudan�a de quarto, �) devem ser introduzidas, de forma gradual, durante a gravidez, de modo a evitar ele (ela) que se sinta afastado(a) ou tratado(a) de forma diferente. O envolvimento do(a) seu (sua) filho(a) nos preparativos para a chegada do beb� (ex. escolha do nome ou do enxoval) pode igualmente facilitar a aceita��o e a adapta��o gradual ao nascimento do(a) irm�o(�).

Se surgirem, como lidar com os ci�mes do(s) irm�o(s?

O nascimento do beb� exige tamb�m um processo de adapta��o do(a) seu(sua) filho(a). Os comportamentos regressivos (ex. falar � beb�, voltar a usar chupeta, �), as birras e as demonstra��es de ci�mes fazem parte deste processo de adapta��o. Regra geral, s�o comportamentos transit�rios, que desaparecem ao fim de algum tempo. Torna-se, por isso, fundamental que se mostre compreensiva em rela��o a estes comportamentos. D�-lhe tempo para se adaptar a esta nova situa��o. Reserve tempo para o(a) seu (sua) filho(a), de modo a que n�o se sinta �esquecido� em rela��o ao(�) irm�o(�).

 
Conhecer as compet�ncias do rec�m-nascido
Qual o melhor livro/manual para ter como refer�ncia nos cuidados ao beb�?

Embora o conhecimento e a procura de informa��o possam aumentar a seguran�a dos pais, e estes devam recorrer a profissionais de sa�de sempre que se sentirem inseguros quanto ao modo como lidar com o beb�, ser�o a m�e, o pai ou quem dele cuida que melhor o vai conhecer, pelo que a sua opini�o e perspectivas s�o valiosas para compreender e cuidar do rec�m-nascido. A observa��o do beb�, a interac��o e o tempo passado com ele s�o importantes para aprender a conhec�-lo e a responder de forma satisfat�ria (para ele e para os pais) �s suas necessidades.

O beb�, ao nascer, consegue ver?

O rec�m-nascido humano � um ser que nasce com compet�ncias comportamentais que lhe permitem intervir activamente no seu ambiente e na interac��o com quem dele cuida. Embora a sua capacidade visual se v� desenvolvendo com o passar das semanas e meses, desde o nascimento que o beb� consegue distinguir, fixar e seguir formas, sobretudo se estas lhe s�o apresentadas a uma dist�ncia de 20 � 30 cm. Interessam-lhe cores fortes (vermelho, laranja�), e o m�ximo interesse costuma ser despertado pelos rostos humanos � em particular o da m�e, e do pai, sobretudo se estes variarem as express�es, sorrirem e/ou cantarem ao beb�.

Como lidar com o choro do beb�?

Muitos beb�s apresentam, nos primeiros meses, per�odos em que choram intensa e prolongadamente. O choro do beb� � a sua forma de nos comunicar que necessita de algo, que est� desconfort�vel, ou cansado. As respostas ao choro do beb� podem n�o ser sempre as mesmas; � importante, por�m, que sejam consistentes, ou seja, que n�o variem de acordo com o humor ou disponibilidade, mas antes que v�o de encontro aos apelos que ele faz.
O beb� n�o deve ser deixado sozinho a chorar. Muitas vezes, sobretudo nos primeiros tempos de vida, ser� necess�rio pegar-lhe ao colo para que se acalme � os beb�s t�m grande necessidade e desejo de proximidade e contacto f�sico com os pais. Por�m, se poss�vel, evite adormec�-lo ao colo ou enquanto o amamenta/alimenta; aprender a adormecer sozinho � uma capacidade importante que o beb� ir� adquirindo com o tempo (e este varia muito).

 
Preocupa��es depois do nascimento - Interac��o pais-beb�
Ser m�e ou pai � uma compet�ncia �natural�, ou tem que ser aprendida?

A parentalidade, como todos os outros pap�is, pressup�e a aquisi��o de um conjunto de compet�ncias e, como tal, a adapta��o a estas novas responsabilidades leva tempo. Para al�m disso, todos os beb�s s�o diferentes, cada um com o seu temperamento. Como em qualquer outra rela��o que estabelecemos, precisamos de tempo para que haja um conhecimento m�tuo. Gradualmente, os pais ir�o aprender a interagir com o beb�, conhecendo as suas caracter�sticas e prefer�ncias, bem como as suas necessidades.

� prejudicial para o beb� ficar algumas horas sem a m�e?

A tarefa de cuidar de um beb� � exigente e muito absorvente, sem d�vida, mas � muito importante que continue, dentro das novas condi��es da fam�lia, a investir em si, e na sua rela��o conjugal, caso exista. Conseguir um equil�brio entre as v�rias necessidades dos membros da fam�lia n�o � f�cil, e o beb� deve certamente ser uma prioridade, mas tal n�o a deve impedir, se e quando poss�vel, de pedir a colabora��o do pai do beb�, dos av�s ou de algumas pessoas amigas, para que possa ter alguns momentos para si, e para o casal. N�o � prejudicial para o beb� ficar algum tempo com pessoas que lhe queiram bem, e que lhe prestem cuidados de qualidade.

Dar colo ao beb� vai �estrag�-lo com mimos�?

Dar colo ao beb�, em particular durante os seus primeiros meses de vida, � muito �til em diversas situa��es - pode ser a melhor forma de o confortar se est� muito agitado ou choroso. O colo possibilita o contacto f�sico (fomenta o toque) e o contacto visual entre o beb� e a pessoa que o segura, fortalecendo as rela��es entre ambos e contribuindo para deixar o beb� mais tranquilo e seguro. O colo permite que o beb� sinta prazer e se sinta amado por quem o acarinha. Se o beb� est� a dormir ou a brincar tranquilamente � prefer�vel adiar o desejo de lhe pegar ao colo, respeitando as suas necessidades e ritmos.

Como saber se as reac��es da m�e/pai ap�s o nascimento do beb� s�o normais, ou se � necess�ria ajuda especializada?

H� muitas mudan�as inerentes ao nascimento de um filho e � normal haver oscila��es no estado emocional das pessoas. Os sinais que indicam poder ser necess�ria ajuda especializada podem manifestar-se a v�rios n�veis: f�sico (quando h� altera��es muito acentuadas nos padr�es de alimenta��o e de sono); emocional (quando a pessoa se sente triste, culpada ou ansiosa por per�odos prolongados e com grande intensidade); mental (quando a pessoa se apercebe de que tem dificuldade em realizar as tarefas habituais e em concentrar-se, ou quando perde o interesse nas coisas que anteriormente lhe davam prazer); e social (quando se verificam dificuldades interpessoais com o companheiro, com outros filhos ou outros familiares ou quando a pessoa deixa de ter vontade de estar com outras pessoas). Quando a mulher ou o casal se confronta com dificuldades que causem sofrimento e interfiram no dia-a-dia, podem recorrer � Unidade de Interven��o Psicol�gica da Maternidade. O acompanhamento psicol�gico � disponibilizado quer durante a gravidez, quer ap�s o nascimento do beb�. Todas as pessoas interessadas podem solicitar directamente a consulta ou pedir aos obstetras ou aos enfermeiros que as encaminhem.

� normal sentir cansa�o, tristeza e pouca disponibilidade (f�sica e/ou emocional) no p�s-parto?

� habitual que os pais, particularmente a m�e, sobretudo nas primeiras semanas/meses ap�s o parto, se sinta cansada e com oscila��es de humor, que podem mesmo traduzir-se em sentimentos de incompet�ncia, culpa, tristeza� Se estes forem transit�rios, n�o devem preocup�-la em excesso � � normal sentir-se assim. Por�m, caso persistam, dificultem a sua rela��o com o beb� e com os outros, interferindo seriamente com o seu bem-estar e capacidade de manter rotinas e cuidados, procure falar do seu estado com quem possa ajud�-la a avaliar a situa��o [m�dico (a), enfermeiro(a), psic�logo(a)].

Quais s�o os sinais de depress�o p�s-parto? O que devo fazer se os identificar?

A depress�o p�s-parto surge com elevada frequ�ncia entre o segundo e o terceiro m�s p�s-parto, e caracteriza-se por sintomas como ansiedade, culpabilidade elevadas, baixa auto-estima e baixa percep��o de compet�ncia materna, instabilidade emocional, diminui��o do interesse ou prazer pelas actividades em geral, diminui��o do desejo sexual, irritabilidade, agita��o, ins�nias e elevado n�mero de queixas f�sicas (dores, cansa�o, exaust�o, �). Estes sintomas, que podem ou n�o estar todos presentes, permanecem por um per�odo superior a duas semanas, e sem tratamento podem persistir v�rios meses, e diminuir a qualidade de vida da m�e e da fam�lia. Se identificar estes sinais, deve consultar o seu m�dico de fam�lia, o seu obstetra, ou contactar directamente a Unidade de Interven��o Psicol�gica da Maternidade, para que seja ajudada a avaliar a intensidade e severidade dos sintomas, bem como encaminhada para o acompanhamento adequado, se necess�rio.

Quando e como posso solicitar acompanhamento psicol�gico?

Quando a mulher ou o casal se confrontam com dificuldades persistentes, descritas em v�rias perguntas anteriores, que causem sofrimento e interferir no dia-a-dia das pessoas, podem (e devem) recorrer � Unidade de Interven��o Psicol�gica da Maternidade Dr. Daniel de Matos (UnIP). O acompanhamento psicol�gico � disponibilizado quer durante a gravidez, quer ap�s o nascimento do beb�, �s utentes e/ou ao casal. Todas as pessoas interessadas podem solicitar directamente a consulta ou pedir � Equipa de Obstetr�cia ou de Enfermagem que os encaminhem.

 
O que significa a transluc�ncia da nuca aumentada?

A transluc�ncia da nuca � um marcador ecogr�fico, avaliado no 1�trimestre, que pode indicar que o feto possa vir a ter uma altera��o no n�mero de cromossomas, uma malforma��o card�aca ou de outro org�o, uma doen�a gen�tica ou at� ser simplesmente uma altera��o, sem significado patol�gico, que desaparece com o evoluir da gravidez.

Tenho 35 anos? Tenho de fazer amniocentese?

Ap�s os 35 anos n�o � obrigat�rio que se realize uma t�cnica de diagn�stico pr�-natal, o usual � que se realize o rastreio bioqu�mico e s� depois, consoante o valor da correc��o do risco para a trissomia 21, 18 ou 13, � que se decide.

Para que serve o rastreio bioqu�mico?

O rastreio bioqu�mico � um exame que se realiza no sangue materno e indica a probabilidade/risco de o feto ser portador de uma trissomia 21, 18 ou 13. Pode ser realizado no 1� ou no 2� trimestre da gravidez. No 1� trimestre integra os dados da ecografia e o doseamento de subst�ncias no sangue materno. No 2� trimestre � apenas utilizado o doseamento de subst�ncias no sangue da m�e.

O que � um Rastreio Bioqu�mico com risco elevado?

Significa que a probabilidade ou risco de o feto ter trissomia 21, 18 ou 13 � agora maior, estando acima de um determinado valor que foi predefinido. Para confirmar � necess�rio realizar bi�psia das vilosidades ou amniocentese, dependendo da idade gestacional.

O que � a bi�psia das vilosidades cori�nicas? E a amniocentese? Tem riscos para mim ou para o feto?

A bi�psia das vilosidades � uma t�cnica invasiva de diagn�stico pr�-natal, em que se usa uma agulha fina para obter algum tecido placentar, com o objectivo de estudar os cromossomas do feto ou diagnosticar doen�as gen�ticas. Isto � realizado atrav�s de uma picada no abd�men materno, sob controlo ecogr�fico e ap�s localizar a placenta. A amniocentese � tamb�m uma t�cnica invasiva de diagn�stico pr�-natal, em que se usa uma agulha fina para obter l�quido amni�tico, com o objectivo de estudar os cromossomas do feto, diagnosticar doen�as gen�ticas ou infec��es fetais. � realizada atrav�s de uma picada no abd�men materno, sob controlo ecogr�fico e ap�s localizar uma bolsa de l�quido amni�tico. As t�cnicas de diagn�stico pr�-natal t�m risco de aborto, usualmente inferiores a 1%, o que significa que 1 em cada 100 mulheres, que fazem uma t�cnica, podem vir a perder o feto por esse motivo.

O que � normal acontecer-me depois de uma amniocentese ou de uma bi�psia das vilosidades? Preciso de ficar de repouso?

Pode acontecer ter uma perda escassa de sangue, perder l�quido amni�tico ou ter dores ligeiras no abd�men. Se estes sintomas persistirem deve dirigir-se a um Servi�o de Urg�ncia. O repouso que deve fazer � relativo e apenas durante dois dias. Pode realizar algumas actividades ligeiras e que n�o impliquem grandes esfor�os.

Se o resultado da amniocentese � normal quer dizer que o meu filho vai ser saud�vel?

Se o n�mero e a estrutura dos cromossomas s�o normais � muito prov�vel que o seu filho possa ser saud�vel. No entanto algumas doen�as podem ser de diagn�stico p�s-natal e outras podem estar associadas a altera��es em genes, que s� se diagnosticam quando procuradas especificamente.

Na gravidez anterior o meu feto tinha uma malforma��o? Ser� que pode voltar a acontecer noutra gravidez?

O risco de repeti��o de uma anomalia numa gravidez subsequente est� relacionado com o tipo de anomalia diagnosticada. Para as doen�as heredit�rias existe um risco elevado, para outras anomalias esse � semelhante ao da popula��o em geral, que � de 2-3%.

Tenho familiares com uma doen�a gen�tica, o que devo fazer?

Deve, antes de tentar engravidar, saber exactamente o nome da doen�a dos seus familiares afectados. Deve falar com o seu m�dico assistente sobre a necessidade de realizar algum estudo pr�-concepcional ou solicitar uma consulta de gen�tica.

O que � o diagn�stico pr�-natal n�o invasivo?

� um exame que identifica as c�lulas fetais em circula��o no sangue da m�e. Utiliza-se como um teste de rastreio complementar de trissomia 21, 18 ou 13 e para o diagn�stico do sexo e grupo sangu�neo fetal. � um teste muito recente e ainda realizado em poucas Institui��es nacionais. Mesmo internacionalmente ainda n�o foi decidido se este teste substituir� ou n�o o rastreio bioqu�mico ou as t�cnicas invasivas de diagn�stico pr�-natal.